26 de Abril de 2017 Postado às 17:32hs

Mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral estava em prisão domiciliar desde 29 de março

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) revogou na tarde desta quarta-feira a prisão domiciliar de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, durante julgamento em plenário da Primeira Turma.

Os desembargadores Abel Gomes, Paulo Espírito Santo votaram a favor do retorno da ex-primeira-dama à prisão na tarde de hoje. O desembargador Ivan Athié ainda não pronunciou seu voto, mas decisão já está tomada por maioria.

“O Estado deve assegurar o direito das mulheres de terem contato com os filhos e que o bem-estar das crianças deve ser garantido, mesmo estando a mãe em instituição prisional”, disse em seu voto o relator Abel Gomes.

26 de Abril de 2017 Postado às 17:29hs


Proposta foi aprovada em votação relâmpago na comissão. Texto prevê que parlamentares poderão ser presos por crimes comuns após condenações na 2ª instância

Em uma votação relâmpago, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira a proposta de emenda à Constituição (PEC) 10/2013, que acaba com o foro privilegiado. O texto, relatado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), determina o fim do foro por prerrogativa de função para autoridades brasileiras nas infrações penais comuns

20 de Abril de 2017 Postado às 17:10hs

Ex-ministro dos governos Lula e Dilma prestou depoimento de cerca de duas horas ao juiz Sergio Moro

Ao encerrar o seu depoimento, de cerca de duas horas, perante o juiz Sergio Moro, o ex-ministro dos governos Lula e Dilma Antonio Palocci “pediu licença” para dizer que está à disposição da Justiça para “falar sobre tudo”. Mais especificamente, afirmou que pode entregar fatos, “com nomes, endereços e operações de interesse da Lava Jato”.

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“Fico à sua disposição. Todos os nomes que optei por não falar aqui por sensibilidade da informação estão à sua disposição para o dia que o senhor quiser. E se o senhor estiver com agenda muito ocupada e determinar uma pessoa, eu imediatamente apresento todos esses fatos, com nome, endereço, operações realizadas e coisas que certamente vão ser do interesse da Lava Jato, que realiza uma investigação de importância”, afirmou o petista, acrescentando que as informações podem abrir um “caminho” que pode render mais um ano de trabalho a Moro. “Mas um trabalho que faz bem ao Brasil”, completou.

A declaração do homem forte dos governos petistas acontece num momento em que crescem os rumores de que ele esteja negociando um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Durante o interrogatório, ele deu sinais do que pretende contar aos investigadores. Citou, por exemplo, uma “grande personalidade do meio financeiro” que lhe procurou para falar sobre recursos de campanha em nome de uma “autoridade do primeiro escalão do governo”. Ele ressalvou, no entanto, que não poderia revelar os nomes por estar em uma audiência pública. “Mas, em sigilo, eu lhe falo a hora que o senhor quiser”, disse a Moro.

Também deu a entender que tem conhecimento de irregularidades praticadas em outros setores da economia do país, como de comunicação, frigoríficos e da construção civil. Ele ainda ironizou a percepção geral de que “todos os governos, [inclusive o do qual ele integrou], trabalharam só em função da Odebrecht”.

Palocci está preso em Curitiba desde setembro de 2016, quando foi alvo da 35ª fase da Lava Jato, a Omertà. Ele é acusado formalmente de corrupção e lavagem de dinheiro por ter, segundo a procuradoria, atuado em favor da Odebrecht nas tratativas da Medida Provisoria 460, na operação de navios-sondas da Petrobras e na liberação de financiamento do BNDES em obras em Angola em troca de propinas pagas ao PT.

19 de Abril de 2017 Postado às 14:58hs

Os procuradores querem que Cláudia Cruz cumpra pena em regime fechado e devolva 7 milhões de reais aos cofres públicos

Os procuradores da Operação Lava-Jato pediram ao juiz Sérgio Moro que a jornalista Cláudia Cruz seja condenada por lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional. Os 12 procuradores que assinam os “memoriais escritos” entregues ao juiz Moro querem que a esposa do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, comece a cumprir a pena em regime fechado. Nas próximas semanas, o juiz Moro deverá anunciar  sua sentença no processo em que Cláudia e o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada são réus.

O pedido de condenação de Cláudia Cruz se baseia em cinco fatos, todos ligados à manutenção de dinheiro não declarado no exterior. A jornalista sempre alegou que jamais teve conhecimento das movimentações ilegais do marido na Suíça, mas não convenceu os procuradores. “É claro que Cláudia Cruz, pessoa bem esclarecida, sempre teve conhecimento de que o salário de Eduardo Cunha, como servidor público, jamais seria capaz de manter o elevado padrão de vida por eles mantido”, diz a petição do MP

18 de Abril de 2017 Postado às 16:12hs

O pontífice negou o convite com a justificativa de estar com a agenda cheia para 2017

Em carta ao presidente Michel Temerpapa Francisco recusou um convite para visitar o Brasil e cobrou que o mandatário evite medidas que agravem a situação da população carente no país. A correspondência foi uma resposta a outra enviada por Temer no fim de 2016, na qual o líder da Igreja Católica era convidado formalmente para as celebrações dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, comemorados em 2017.

“Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo”, escreveu o Pontífice, segundo trecho publicado pelo comentarista político Gerson Camarotti, da emissora Globo News.

“Porém não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”, acrescentou.

18 de Abril de 2017 Postado às 09:29hs

Segundo informações da edição desta terça-feira do jornal Folha de S. Paulo, o ex-ministro teve sua primeira reunião com o MPF e PF para falar sobre o tema

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci deu início às negociações para sua delação premiada. Há cerca de duas semanas ele teve uma reunião com a força-tarefa da Operação Lava Jato na Polícia Federal em Curitiba, onde está preso desde setembro de 2016. As informações são da edição desta terça-feira do jornal Folha de S. Paulo.

Pessoas ligadas a Palocci dizem que os principais temas que o político pretende tratar envolvem corrupção de empresas do sistema financeiro, como bancos, além de conglomerados que não integram grupos de empreiteiras. Na lista também há fatos ligados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – de quem ele defendeu interesses econômicos – e às campanhas do Partido dos Trabalhadores.

Também estava na reunião com a força-tarefa da Lava Jato o delegado Felipe Pace, que conduziu investigações que prenderam o político. Desde 2016, a PF não participa de delações negociadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e Procuradoria Geral da República (PGR).

Segundo o jornal, a sugestão para que a PF participasse das negociações partiu empreiteiro Marcelo Odebrecht, que assinou delação em dezembro. Ele e Palocci estão presos na carceragem de Curitiba. Há um ano, o procurador-geral Rodrigo Janot entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para proibir a PF de negociar delação premiada.

Marcelo teria dito que enfrentou problemas em temas da delação sobre os quais os procuradores não tinham tanto conhecimento. Ele teria argumentado que a PF pode ajudar a dar foco em assuntos mais relevantes, daí a tentativa de Palocci de incluir os agentes federais em seu acordo.

A colaboração com o MPF é vista como mais vantajosa, já que nela pena e multa são determinadas na negociação. Porém, dividir as tratativas com outro órgão pode ajudar a reduzir a pressão dos procuradores sobre o potencial delator. Um delegado chegou a procurar o juiz Sergio Moro para informar que Palocci queria negociar com a PF, mas o magistrado disse que era preciso incluir o MPF. Nesta terça, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou o julgamento do pedido de liberdade de Palocci.

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18 de Abril de 2017 Postado às 09:17hs

Peemedebista aproveitou entrevista ao SBT para destacar o que chamou de 'salto' da economia

Michel Temer (PMDB) negou que tenha se reunido com os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva para negociar um “acordão” com o objetivo de estancar a Operação Lava Jato.

“Eu encontro com frequência o presidente Fernando Henrique. Encontrei o presidente Lula algumas vezes, uma até num momento pesaroso para a vida dele. E encontrarei quantas vezes forem necessárias. Agora, não vou me encontrar para encerrar a Lava Jato”, afirmou Temer nesta segunda-feira, em entrevista ao SBT Brasil, do canal de Silvio Santos. “Isso, data vênia, me perdoe a expressão, é ignorar nosso sistema institucional. Como alguém vai montar um esquema para acabar com aquilo que está sendo processado no Judiciário? Não existe isso.”
Temer disse que pode se reunir com os ex-presidentes para trocar ideias sobre reforma política e, eventualmente, pedir apoio à proposta.Ele também aproveitou a entrevista para ressaltar o que chamou de “salto” na economia, lembrando do crescimento de 1,3% da atividade econômica em fevereiro — divulgado hoje pelo Banco Central — e da desaceleração da inflação. “Nós tínhamos inflação de 10%. Agora, temos de 4,55%, a indicar que teremos menos de 4,5% (centro da meta do Banco Central) até o fim do ano”, afirmou.Ao tratar das mudanças na legislação trabalhista, o presidente comentou que o projeto da terceirização vai gerar empregos. Já sobre a reforma política, disse não se opor à ideia da formação de uma Constituinte para votar o tema. Temer afirmou ainda ser contra a “eliminação traumática” de partidos políticos com cláusula de barreira.

(Com Estadão Conteúdo)

16 de Abril de 2017 Postado às 10:35hs

Que a emersão desse escandalo da Lava Jato reforça  de maneira irrefutável, o chamado "movimento dos empresários" no Rio Grande do Norte, oriundo de Mossoró e aqui liderado pelo empresário Tião Couto, que prega exatamente o que hoje todos os brasileiros enxergam como necessidade primeira: a renovação dos quadros políticos, a substituição de velhos e corruptos profissionais, por pessoas competentes e alheias à viciada e corrupta politíca partidária. A inovação pregada por Tião Couto, além da moralização, vem associada a uma politica de geração de renda e emprego. Essa mensagem lançada pelos empresários, vingou em São Paulo e o prefeito da capital paulista, João Doria, que praticamente erradicou os velhos hábitos e costumes  é hoje, disparadamente, o mais forte candidato a Presidência da República, em 2018. É preciso abolir esse velho e imoral, nojento e seboso sistema, para que surga um novo. Chega de reeivintar. Os empresários propõem e o Doria esta fazendo isso, uma política que gere renda e emprego, considerada, pragmaticamente, como a única solução para esse caótico estado de coisas. E é  exatamente isso que Tião Couto e os empresários que dão respaldo às suas idéias, pregam. É tempo de um novo tipo de politíca e que paremos de tentar reeinventar a velha. 

16 de Abril de 2017 Postado às 10:30hs
 

A bomba era esperada. Os estragos dela, no entanto, surpreenderam. A divulgação dos conteúdos da delação da empreiteira Odebrecht, na semana passada, atingiu figuras emblemáticas e estraçalhou partidos a pouco mais de um ano da eleição presidencial. O Estado ouviu estudiosos e políticos de diferentes matizes e quase todos concordam que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), por enquanto, é o maior beneficiado pela hecatombe.

 

Foto: Alex Silva/Estadão
João Dória

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB)

 

Depois dele, Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e até Jair Bolsonaro (PSC) podem se fortalecer para uma eventual disputa. 

 

Mas a vantagem de Doria é que as revelações feitas pelos executivos da Odebrecht e a amplitude da lista de implicados podem reforçar nos eleitores uma forte reação aos chamados políticos tradicionais, alvo do discurso e do marketing pessoal do prefeito paulistano.

“Está mais fácil pensar 2022 do que 2018”, ironizou Marco Antônio Teixeira, professor de Ciência Política da FGV-SP. “Tudo indica que a força da gravidade vai levar o Doria às eleições.”

Alguns dos ouvidos pelo Estado ainda apontaram alternativas para políticos atingidos em cheio pelas delações, mas lembram que, além das condições políticas e eleitorais, eles terão de reunir as jurídicas. Nesse grupo, quem tem a situação mais complicada é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já se lançou candidato pelo PT e, em pesquisas recentes, tinha mais de 20% de intenção de voto.

PT. “A semana passada destruiu a respeitabilidade ou o pouco que restava dela de todo o mundo político”, resumiu o professor da USP Lincoln Secco. “O PT, embora atingido pelas delações, tem o principal candidato, que ninguém sabe se vai poder concorrer”, afirmou.

Não bastasse o desgaste político provocado pelas delações da Odebrecht, Lula é alvo de inquéritos na Justiça (é réu em cinco casos). Desde terça-feira passada, quando o Estado revelou a lista com os pedidos de investigação do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, cresceu dentro do PT o temor de que Lula seja impedido pela Justiça, por meio de condenações e até de uma prisão, de concorrer em 2018.

“O status do Lula com o Judiciário será muito importante porque, neste momento, não há outro candidato no PT. No PSDB, o grau de implicação de cada um na Lava Jato poderá desempatar, digamos assim, eventuais disputas”, afirmou o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria. 

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e os senadores Aécio Neves e José Serra são os tucanos sempre lembrados como presidenciáveis. Os três estão na lista de Fachin. Doria, até agora, não apareceu na investigação. “Uma candidatura Doria pode oxigenar o PSDB e ainda resolver um problema crônico, que é a dificuldade de unir o partido”, disse Cortez. 

O prefeito de São Paulo disse ao Estado, quando questionado sobre os efeitos da delação da Odebrecht, que “essa será uma manifestação do eleitorado”.

Políticos com cargos de direção no PSDB, PMDB, DEM e até no PT também afirmaram, sob a condição de anonimato, que a candidatura presidencial de Doria tornou-se uma realidade porque ele comanda o terceiro maior orçamento do País, está bem avaliado (43% aprovam a gestão dele, segundo o Datafolha) e, apesar de estar há meses no cargo, mantém a imagem de ainda ser um empresário.

As chances de Ciro dependem de Lula. Caso o petista viabilize sua quinta candidatura a presidente, Ciro terá de disputar com ele o voto do campo da centro-esquerda e do Nordeste, onde ambos têm força. “Ele justamente tem tentado se colocar como uma volta do lulismo sem o Lula, principalmente na questão regional”, disse o cientista político da Unicamp Jean Tible. 

Sobre Marina, Carlos Melo, do Insper, afirmou que ela perdeu capital político após o terceiro lugar nas eleições de 2014. Para ele, contudo, ela ainda pode surpreender. Mesmo não aparecendo tanto, ela tem o que ele chama de “recall alto” e sempre arremata bom número de votos.

 Do Estadão

 

 

 

 
 
16 de Abril de 2017 Postado às 10:20hs

Ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça já tinha feito severas críticas sobre Judiciário

Por Redação, com informações da Folha

Do Portal no Ar

Lava Jato pegará o Poder Judiciário num segundo momento. O Judiciário está sendo preservado, como estratégia para não enfraquecer a investigação.”

A previsão é de Eliana Calmon, ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça, ex-corregedora nacional de Justiça. “Muita coisa virá à tona”, diz.

Ela foi alvo de duras críticas ao afirmar, em 2011, que havia bandidos escondidos atrás da toga. “Do tempo em que eu fui corregedora para cá, as coisas não melhoraram”, diz.

Para a ministra, alegar que a Lava Jato criminaliza os partidos e a atividade política é uma forma de inibir as investigações. “Os políticos corruptos nunca temeram a Justiça e o Ministério Público. O que eles temem é a opinião pública e a mídia”, afirma.

 

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